Troféu Ricardo Duarte
Homenagens - 2012
Irmãos Lira
Soia Lira (Atriz)
O REINO DESEJADO – 1992 – Produção: Espanha, Portugal e Brasil.
Homenagem - 2011

Luiz Carlos Vasconcelos (Ator)
Homenagens - 2012
Irmãos Lira
Soia Lira (Atriz)
Maria Auxiliadora Lira de Souza
nasceu em Cajazeiras, Paraíba, no dia 6 de março de 1962. Mas foi como Soia
Lira que ela se tornou uma das mais aclamadas atrizes de seu estado e com
projeção nacional.
Em 1977
fundou o Grupo de Teatro Terra, em Cajazeiras – PB, “O Bando de Ciganos”, em
1977, Direção e Criação Coletiva, “A Seca”, em 1978, Direção e Criação
Coletiva, “A Viagem de um Barquinho”, em 1980, Direção Buda Lira, texto de Silvia
Ortof. Estudou na Escola de Teatro Piollin em João Pessoa , atuou na
peça de Teatro “Os Pirralhos”, Direção Luiz Carlos Vasconcelos, em 1980.
Participou do Mambembão com a peça de teatro “Beiço de Estrada”, de Eliezer
Filho, em 1984. “Vau da Sarapalha”, em 1992, texto de Guimarães Rosa e adaptação
e Direção de Luiz Carlos Vasconcelos, ainda em cartaz espetáculo que
revolucionou o teatro Paraibano. 15 anos de palco, já foi encenada em toda América Latina ,
e também na Espanha, Alemanha, Portugal, Inglaterra e Bélgica. Fez parte do
Coletivo de Teatro Alfenim, grupo que integra o Movimento A Lapada, no qual
participou do processo colaborativo do espetáculo Quebra-Quilos. Atualmente,
integra o elenco do espetáculo “Retábulo” do Grupo Piollin.
TEATRO
O REINO DESEJADO – 1992 – Produção: Espanha, Portugal e Brasil.
Direção:
Moncho Rodriguez
WOYZECK o
Brasileiro
Autor: Georg Buchner – Direção Sibele Forjaz
Adaptação – Fernando Bonasse
VÍDEO
- O ABORTO: 1998
Cunhã – Grupo Feminista
TELEVISÃO
- UMA MULHER
VESTIDA DE SOL
Produção Rede Globo de Televisão
Direção: Luiz Fernando Carvalho
- A PEDRA DO
REINO
Produção Rede Globo de Televisão
Direção: Luiz Fernando Carvalho
- ALICE
Produção: HBO
Direção: Karim Aïnouz
CINEMA
- OSSOS DE
CARNAVAL – 1981 – Jorge Freud
- A ÁRVORE DE MARCAÇÃO – 1993 – Jussara Queiroga
- CENTRAL DO
BRASIL – 1996 – Walter Sales
- A ÁRVORE DA
MISÉRIA – 1998 – Marcus Vilar
- ABRIL
DESPEDAÇADO – 2000 – Walter Sales
- O QUINZE (Prêmio de “Melhor Atriz” no Festival de Cinema de Fortaleza)– de
Rachel de Queiroz Direção: Jurandir de Oliveira
- O HÓSPEDE – 2010 – Anacã Agra e Ramon Porto Mota
- DOCE DE CÔCO
– 2010 – Alan Deberton
- TATUAGEM – 2011 – Hilton Lacerda
FESTIVAL
DE TEATRO IBERO-AMERICANO
Outubro
/1993 - Espanha
FESTIVAL
INTERNACIONAL DE PORTUGAL
Julho/1995
- Portugal
FESTIVAL
INTERNACIONAL DE HAMBURG
Agosto/1995
- Alemanha
FESTIVAL
INTERNACIONAL DE GENT
Maio/
2003 - Bélgica
TEMPORADA
NO BARBICAN CENTER
Março-abril/2003
– Londres
FUNDADOR
DO GRUPO TERRA
Abril/1976
– Cajazeiras – PB
INTEGRANTE
DO GRUPO DE TEATRO PIOLLIN
Desde
1990
PRINCIPAIS
ESPETÁCULOS
OS
PIRRALHOS
1979/
Grupo Terra/Piollin
OTELO
1989/
Grupo Bigorna
VAU DA
SARAPALHA
Desde
1992 / Grupo Piollin
WOYZECK,
O BRASILEIRO
2002/
Cibele Forjaz
A GAIVOTA
(alguns rascunhos)
2006/Grupo
Piollin
RETÁBULO
2010/Grupo
Piollin
CINEMA,
VÍDEO E TELEVISÃO
CENTRAL
DO BRASIL - ATOR
1997/
Walter Sales
SÃO
JERÔNIMO - ATOR
1998/
Júlio Bressane
FUNESTO -
ATOR
1999/
Carlos Dowling
A ÁRVORE
DA MISÉRIA - ATOR
1997/
Marcus Vilar
TEMPO DE
IRA – ATOR
2002/Marcélia
Cartaxo
GRUPO
TERRA. UMA HISTÓRIA MAMBEMBE - DIRETOR
1997
MESA DE
SÃO LÁZARO – ASSISTENTE DE DIREÇÃO
1998/Torquato
Joel
DOCUMENTÁRIO
“OFICINAS PEDAGÓGICAS/FESTIVAL DE ARTE DE AREIA” – DIRETOR
1998 e
1999
A CANGA –
DIREÇÃO DE ATORES
2000/Marcus
Vilar
TRANSUBSTANCIAL
– DIREÇÃO DE ATORES
2003/
Torquato Joel
TV GLOBO
- UMA MULHER VESTIDA DE SOL – ATOR
1995/Luiz
Fernando Carvalho
TV GLOBO
– HOJE É DIA DE MARIA –ATOR
2005/Luiz
Fernando Carvalho
O GRÃO–
ATOR
2007/Petrus
Cariri
A POEIRA
DOS PEQUENOS SEGREDOS - ATOR
2012/Bertrand
Lira
VÍBORA -
ATOR
2012/David
Sobel
DE PAI
PARA FILHO
2012/Breno
Silveira
PREMIAÇÃO
O GRÃO –
PRÊMIO ARAUCÁRIA DE OURO – 2008
Prêmio de
Melhor ator Coadjuvante de Longa – Metragem
Festival
Internacional de Cinema, Curitiba
OUTRAS
ATIVIDADES PROFISSIONAIS
Diretor
do Centro Cultural Piollin – de 1988 até 2004
Coordenador
da Divisão de Artes Cênicas da FUNJOPE desde 2005
Luiz Carlos Vasconcelos (Ator)
O teatro e principalmente o
circo sempre foram as grandes paixões de Vasconcelos, que, apesar de ser
formado em Letras, estudou artes cênicas na Dinamarca para depois
incorporar-se ao grupo teatral Intrépida Trupe. Em 1978, está em João Pessoa, e cria o
personagem que iria acompanhá-lo pela vida afora, o palhaço Xuxu, um
palhaço cidadão, nas palavras de seu criador, por ser uma presença
constante nas comunidades carentes. Mesmo quando está trabalhando em outros
projetos, como filmes e séries de televisão, Vasoncelos sempre arruma hora e
lugar para se apresentar vestido e maquiado como Xuxu.
Antes de chegar à
caracterização ideal de Xuxu, Vasoncelos interpretou vários palhaços e pegou o
melhor de cada um deles para compor o personagem atual. Ainda em 1978, junto com outros
artistas, fundou em João Pessoa a Escola Piolim, nome
dado em homenagem a um velho palhaço paraibano. O complexo, além de ser sede de
seu grupo teatral, desenvolve um trabalho de educação popular.
Em 1984, Vasconcelos passou a
morar no Rio de
Janeiro onde fez a Escola Nacional de Circo. Viveu vinte anos
na capital fluminense, sustentado por Xuxu, muito requisitado para
apresentações em eventos e aniversários de criança, um grande laboratório,
conforme afirma o ator.
Dos anos 80 em diante alterna
residências entre o Rio e João Pessoa. Em 1992, na Paraíba, Vasconcelos
realiza um sonho alimentado desde seus tempos de universitário: o de adaptar
para o teatro o conto Vau da Sarapalha, de Guimarães Rosa.
A peça produzida pelo Grupo Piolim, sob sua direção, é um sucesso: excursionou
pelo Brasil e pelo exterior e está em cartaz ainda em 2006.
Estréia no cinema no papel do
cangaceiro Lampião,
em O Baile Perfumado, filme pernambucano de 1996. A produção, de baixo
orçamento mesmo para os padrões brasileiros, fez sucesso em festivais e os
cineastas dos grandes centros tiveram sua atenção atraída para Vasconcelos. Na
sequência, fez filmes para Walter Salles e Andrucha Waddington.
Na televisão, teve uma curta
participação na novela Senhora do Destino e
em séries. Gravou no interior da Paraíba a microssérie da Rede Globo Pedra
do Reino, adaptação do romance de Ariano Suassuna, com
direção de Luiz Fernando
Carvalho, que foi ao ar em junho de 2007. Em 2008, interpretou
o jornalista Ivan na minissérie Queridos Amigos, da TV
GLOBO, que foi ao ar de fevereiro a março.
Homenagem - 2010
Marcélia
Cartaxo (Atriz)
Nos tempos de adolescência, Marcélia fugia de casa, na
pacata Cajazeiras, para ensaiar às escuras, no quintal de amigos. Sua trupe era
a “Turma do Mickey”, composta por uma dúzia de crianças que encenavam um
repertório dos mais convencionais; Sonhava em montar Chapeuzinho Vermelho e dublar As Frenéticas.
Uma vez por ano, a turma ia para João Pessoa,
que para a turma era sua Hollywood.
A mãe de Marcélia foi quem menos gostou da idéia de ver a filha virar atriz. Para ela, atriz se tornava prostituta e ator era vagabundo. De nada adiantaram as repreensões da mãe, Marcélia pegava as moedas que os fiéis depositavam no Santo Antônio de sua cidade e ia correndo para o cinema, sonhar com Greta Garbo e Marilyn Monroe. Chegou um dia a dizer que o santo devia ter achado um bom investimento, porque nunca a descobriram. E pensava: "Um dia lhe pago, meu santo."
A mãe de Marcélia foi quem menos gostou da idéia de ver a filha virar atriz. Para ela, atriz se tornava prostituta e ator era vagabundo. De nada adiantaram as repreensões da mãe, Marcélia pegava as moedas que os fiéis depositavam no Santo Antônio de sua cidade e ia correndo para o cinema, sonhar com Greta Garbo e Marilyn Monroe. Chegou um dia a dizer que o santo devia ter achado um bom investimento, porque nunca a descobriram. E pensava: "Um dia lhe pago, meu santo."
No começo da década de 80, o grupo de Marcélia
resolveu montar Beiço de estrada, um texto original de Eliezer Filho,
único universitário da equipe. Viajaram pelo Brasil todo, como parte do
“Projeto Mambembão”. Quando a montagem chegou a São Paulo,
Marcélia encontrou a chance de sua vida: da platéia a cineasta Suzana Amaral
observava o jeito tímido e forte daquela menina, então com 23 anos. A partir
daí a toma impulso a carreira da atriz.
No cinema teve destaque no filme A hora da estrela,
baseado no romance de Clarice Lispector, que lhe rendeu vários
prêmios, inclusive Urso de Prata no Festival de Berlim; e como uma prostituta, no
filme Madame Satã.
Homenagens - 2009
Torquato Joel (Cineasta)
Formado em jornalismo pela
UFPB, estudou cinema no Atelier de Cinema Direto da UFPB e na Association Varan,
de Paris, França. Tem alguns curtas premiados em festivais nacionais e
internacionais, em destaque: Passadouro, 19 prêmios em festivais, incluindo
melhor filme e direção nos festivais de Brasília e Gramado, Transubstacial, com
15 prêmios, incluindo melhor curta. Coordena o Projeto ViAção Paraíba e o JABRE
que difunde o audiovisual no interior do Estado.
Arnaldo Farias (Pioneiro do Cinema Local)
Em 22
de agosto de 1973, em Congo – PB, nasceu Arnaldo Farias de Freitas. Aos 11 anos
mudou-se para Serra Branca, para continuar sua vida escolar, onde permaneceu
durante oito anos, até a conclusão do curso cientifico (2º grau). Em 1995,
casou-se e no ano seguinte descobriu a arte de ser professor de Língua
Estrangeira (Inglês), disciplina a qual bastante empolgava no período de seus
estudos. Formado em Pedagogia pela UEPB, tem se revelado desde há alguns anos,
escritor de peças teatrais, tais como: a história de Santa Rita de Cássia, o
que é o amor?, o destino vem traçado, e os
curtas – metragens em seu currículo como: Joaquim Pecherada, o qual foi
gravado no município em 2003, sendo a
primeira produção cinematográfica do município, Meu Presente precioso,
financiado pelo Programa Mais Cultura e A Primeira Vez, financiado pela UEPB –
Universidade Estadual da Paraíba.
Ricardo Duarte (Homenagem Póstuma)
Ator Congolense que inesperadamente veio a falecer no
dia 04 de dezembro de 2008, devido um acidente de moto na estrada que liga a
cidade de Congo - PB a Jataúba – PE. Protagonizou os filmes de longa – metragem
“Palavras de um menino em busca de um sonho” (2006) e o média- metragem “O
Carneiro de Ouro” (2007), ambos do Diretor José Dhiones Nunes. Em 2009. Sua mãe
Josileide Rodrigues recebeu o troféu de Homenagem pela contribuição de seu
filho ao cinema local, e no ano seguinte (2010), todos os homenageados do
Festival CineCongo passaram a receber o troféu intitulado com o seu nome.

